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Três passagens: Pessoa na pintura de Lélia Parreira




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DESATINO ROMÂNTICO
E CONSCIÊNCIA CRÍTICA:

UMA LEITURA DE AMOR DE PERDIÇÃO, DE CAMILO
CASTELO BRANCO

Esta abordagem do livro de Cid Seixas conduz o leitor aos descaminhos do texto, com suas certezas e contradições. A mais romântica das novelas camilianas é vista como antecipação realista, saltando do confronto ao ultrapasse. Metonímia, deslocamento e caricatura são recursos de uma construção fraturada pelo oscilar entre o rigor iluminista e a fluência da emotividade popular que balizaram o autor.
Coleção Oficina do Livro, 1




O SILÊNCIO DO ORFEU REBELDE
E OUTROS ESCRITOS
SOBRE MIGUEL TORGA


É uma reunião de textos publicados em jornais, revistas e outras fontes, sobre a obra do escritor português, apontado por Jorge Amado como mais o legítimo candidato da língua portuguesa ao Prêmio Nobel. Neste pequeno livro, publicado em 1999, em edição impressa, e disponibilizado agora em suporte digital, às vezes, o foco resvala da obra para o homem, numa confissão involuntária da crença segundo a qual a escrita se enriquece pelo conhecimento da vida que a gerou.
Coleção Oficina do Livro, 3.





ORPHEU EM PESSOA

O centenário da revista Orpheu permitiu-nos revisitar, neste ano de 2015, a história de uma publicação de apenas dois números, formada por jovens rapazes.  Não obstante a sua brevidade, Orpheu, fez com que a literatura escrita em português, e nomeadamente a poesia portuguesa, não mais voltasse a ser a mesma. Essa e outras questões, sobre uma geração que teve como centro constelar o poeta Fernando Pessoa, são tratadas neste livro que é uma reunião de alguns trabalhos apresentados ao Simpósio Internacional 100 anos da revista Orpheu: Fernando Pessoa e as Poéticas da Modernidade. São ao todo dez autores que apresentam diferentes enfoques dos temas abordados.
Coleção Oficina do Livro, 6


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ESPAÇO DE TRANSGRESSÃO
E ESPAÇO DE CONVENÇÃO


A série intitulada “Conhecer Pessoa” trata de questões da teoria do conhecimento e da arte, a partir das ideias estéticas e da criação poética de Fernando Pessoa. Aqui estão, divididos em nove pequenos livros, os textos escritos a partir de uma pesquisa sobre a obra desse importante poeta da nossa língua e das suas diversas incursões pela filosofia e pelas ciências da cultura. Ao viver com outros indivíduos, o ser humano aceita um conjunto de normas e crenças socialmente compartilhadas, tomando os mitos forjados pelo grupo como representação da verdade.
Série Conhecer Pessoa, 1



A CONSTRUÇÃO DO REAL
COMO PAPEL DA CULTURA


Enquanto os animais convivem diretamente com os outros e com a natureza,
o homem interpõe os processos simbólicos, ou os signos, como forma de conhecimento e de representação de todas as coisas presentes e ausentes. Desse modo, pode trazer para diante de si objetos distantes, ou até mesmo inexistentes, configurados no universo da linguagem.
Série Conhecer Pessoa, 2




A POESIA COMO METÁFORA
DO CONHECIMENTO


Em Fernando Pessoa vamos buscar material para afirmar que a transgressão operada pela arte se distingue da transgressão pela neurose, por se converter em força produtiva. A arte não propõe uma acomodação, a partir dos mecanismos interiores, mas uma tradução destas motivações para uma linguagem socialmente compartilhável, como forma de atuação sobre as relações estabelecidas.
Série Conhecer Pessoa, 3


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O SIGNO POÉTICO,
FICÇÃO E REALIDADE


Postos diante da obra de Fernando Pessoa temos que rever a teoria estabelecida, do mesmo modo que Jakobson reconhece que, “de acordo com a arte de Pessoa”, a identidade de som e sentido entre os elementos lexicais revela-se equívoca. Se a poesia dos grandes poetas da modernidade, obrigou o Século XX a repensar a teoria da literatura, ela igualmente nos obriga a rever a teoria da linguagem. É preciso admitir a equivocidade do mito estrutural que aponta como traço fundamental da arte a subversão dos modos de formar, apenas, a expressão.
Série Conhecer Pessoa, 4



DO SENTIDO LINEAR
À CONSTELAÇÃO DE SENTIDOS

Construir o material do pensamento durante o processo de pensar, seria antieconômico e atrofiaria o próprio processo. A construção do material durante o pensar conduziria a um devaneio da razão.
Sabemos que o pensamento consciente é marcado por uma certa precisão ou objetividade, imposta pelos limitados e úteis contornos das significações linguísticas. Eles servem de marcos iniciais para a viagem do sujeito, rumo ao desconhecido e aos buracos negros do inconsciente que nos fala e governa.
Série Conhecer Pessoa, 5




Formando uma constelação difusa de sentidos, o discurso da arte se inscreve no universo simbólico com uma dupla identidade. Através de uma delas, compartilha o conhecimento impreciso dos objetos com uma hipotética linguagem primitiva, descrita por Vico e Rousseau. Através da outra, transpõe os limites cognitivos da língua, plena de sentidos, para captar e enformar as dimensões do real que constituem o reino flutuante de uma outra lógica: o espaço de transgressão. Ou a terceira margem do sentido.
Série Conhecer Pessoa, 6

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A POÉTICA PESSOANA:
UMA PRÁTICA SEM TEORIA

A prática criadora de Pessoa intui que as figuras formativas da linguagem não são simples divertimentos de adultos nem joias para enfeitar o pensamento: a metáfora é como a nave exploratória, que ultrapassa a atmosfera respirável e vence o vazio escuro, em busca de novas formas de vida. Instrumento impreciso do conhecimento, a metáfora é a nau descobridora. Pelo condão da palavra inaugural, vê o que outros olhos não viram ainda, transmudando a visão difusa em objeto esculpido na pedra pela densa luz do dia.
Série Conhecer Pessoa, 7




O DESATINO E A LUCIDEZ
DA CRIAÇÃO EM PESSOA

Avesso do personagem do teatro, o personagem da cultura não pode, impunemente, encenar o desejo, guardando as fantasias insatisfeitas em cofres de atos falhos, ou sepultando o desejo acorrentado, sob as pedras do sintoma. Se o menino que brinca consegue transpor as grades  e muros da realidade, o artista reinstaura, na idade adulta, a linguagem esquecida, recuperando a vitalidade e a liberdade capazes de refazer o real, desta vez corrigido, estruturado de uma forma mais adequada e acessível à felicidade clandestina.
Série Conhecer Pessoa, 8




UMA UTOPIA EM PESSOA:
CAEIRO, O LUGAR DE FORA
DA CULTURA

Do mesmo modo que o poeta Alberto Caeiro é uma figura de ficção, a natureza por ele evocada em refutação ao simbólico é também uma natureza simbólica, ou, mais precisamente, uma natureza hipostasiada: uma conjectura filosófica. Ao contrário de Kant, Caeiro olha para as coisas, e não para o animal simbólico que as contempla: sua utopia cognitiva consiste em ver o objeto em si, ignorando a relação desse objeto com o sujeito. 
Série Conhecer Pessoa, 9

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UMA VIAGEM PLURAL:
 A POÉTICA DE FERNANDO PESSOA

Uma assertiva de Fernando Pessoa define a sua poética, onde a neurose e o processo de criação estabelecem um permanente diálogo: “A base do gênio lírico é a histeria.”  Colocando a histeria como fonte do material primeiro da produção lírica, o poeta toma a arte como uma forma de percepção e construção do mundo divergente da forma estabelecida pela tradição da cultura. Mesmo tentando fazer passar a heteronímia como resultado da condição de “possesso”, como na correspondência aos escritores da geração de Presença, romanceando a aparição demiúrgica do Mestre Caeiro, o poeta insiste que é a inteligência juntamente à reflexão que conferem a esse fenômeno o estatuto estético. Folhetim, n. 3



DA INVENÇÃO À LITERATURA:
TEXTOS DE FILOSOFIA
DA LINGUAGEM

Reúne artigos sobre o fazer literário em linguagem simples e criativa, destinada ao prazer da leitura. Sobre esta tarefa é o autor quem diz: “Quando meninos, brincávamos de cabra-cega, um jogo no qual, de olhos vendados, procurávamos o que não víamos. Em adultos, encontramos na tela de Goya La gallina ciega uma imagem irônica, mas de construtivo apelo, da tarefa crítica. Sabendo-se de olhos vendados para o que pretende alcançar, a crítica saberá voltar atrás, tentar de novo, procurar do outro lado, e – quem sabe? – até mesmo acertar.”
Coleção Oficina do Livro, 4

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Literatura Baiana

       Sobre o Autor

       Conhecer Pessoa

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Este site foi concluído e disponibilizado  no mês de outubro de 2016, passando em seguida a ser atualizado para inclusão de novos dados.
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